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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Flutuando sobre as convenções sociais

No decurso deste milénio desenvolveu-se uma associação heurística entre abserter-se do cumprimento das normas de comportamento e a posse do poder. Observamos pessoas poderosas ignorando o que se espera delas, fazendo como lhes apetece. Desta forma reciprocamente, quando alguém flutua sobre as convenções sociais, assumimos que tem o poder para o fazer. Claro, no que diz respeito ao poder, percepção torna-se realidade. Com efeito a prática flutuante das regras e a violação normas cria poder, enquanto o culpado sair impune do seu comportamento.

Estas palavras escritas por Jeffrey Pfeffer relembram casos recentes, quase todos os dias publicados na nossa comunicaç˜ao social, ou que vivemos todos os dias nas nossas relaçoes pessoais ou profissionais.

Se não vejamos...
Dr. Mário Soares foge de acidente de viação, noticia no correio da manhã desta semana. Quem não se lembra desta atitude deste senhor, em tempos idos? Ele sempre esteve habituado a fazer o que lhe apetece, quebrando as regras a seu bel prazer, e agora com idade que tem espera-se que aja de acordo com as regras?
José Sócrates , mais um que desde que subiu ao poder fez o que lhe apeteceu, teve oportunidade de alterar as regras da justiça e nada fez, mas agora que ela lhe bateu à porta vem para a praça publica gritar que é uma injustiça?
Procuradora nomeia quem esteve à frente do caso freeport para o caso Sócrates !!!!!

E nós o que fazemos no nosso dia-a-dia para que estas coisas não aconteçam? ficamos calados?