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terça-feira, 10 de agosto de 2010

9 Dicas para Lidar com Pessoas Negativas

Tem amigos ou colegas de trabalho que são pessoas negativas? Se esse é o caso sabe que elas não são as mais agradáveis de ter por perto. As pessoas negativas podem levar qualquer conversa para o fundo do poço. Independentemente do que disser, elas conseguem dar a volta sempre para o lado negativo. Há pessoas tão negativas, mas tão negativas que nos empurram para baixo só de estarmos perto delas.
Em vez de ficar afectada(o) pela energia negativa dos outros, é possível lidar com elas, eis alguma dicas para lidar com pessoas negativas:
1) Não entre em discussão
Uma das coisas mais importantes é não debater com uma pessoa negativa. Uma pessoa negativa geralmente tem visões muito retrógradas e não vai mudar apenas pelo que dizemos. Independentemente do nosso ponto de vista, ou do que digamos, ele/ela vai encontrar 10 razões diferentes para suportar o seu ponto de vista. A discussão apenas girará á volta de mais negatividade, e empurrar-nos-á ainda mais para baixo. É possível fazer comentários construtivos, mas se a pessoa não der sinais de desistência, não insista.
2) Crie empatia
Já esteve aborrecido(a) com alguma coisa e alguém lhe disse para relaxar? Como se sentiu? Relaxou como a pessoa sugeriu, ou ficou ainda mais aborrecido?
As pessoas negativas (ou que estão aborrecidas) beneficiam mais com um ombro amigo, do que com sugestões/soluções sobre o que fazer. Ao ajudá-las a lidar com as suas emoções, as soluções surgem (afinal sempre estiveram dentro delas).
3) Emprestar uma mão amiga
As queixas são, muitas vezes, gritos de ajuda. Podem não estar conscientes disso e, por isso, os seus comentários tornam-se queixas ao invés de pedidos. Tome a responsabilidade de dar a mão. Um simples “está tudo bem?” ou “posso fazer alguma coisa para ajudar?” pode fazer maravilhas.
4) Mantenha conversas simples
A negatividade de algumas pessoas é desencadeada por determinados temas, como o trabalho - se o tema for o trabalho ela começará a queixar-se imediatamente.
O nosso primeiro instinto seria trazê-la para um lugar mais positivo – como falado nos tópicos 2 e 3. Mas, se é evidente que a pessoa está presa na sua negatividade, a infelicidade pode estar demasiado enraizada para ser resolvida numa conversa, ou para que possamos tirá-la do seu estado de infelicidade. Fale sobre um novo assunto para aliviar o clima. Coisas simples como cinema, amigos em comum, acontecimentos do dia-a-dia, tornam a conversa mais ligeira. Mantenha o diálogo em temas onde a pessoa se sinta mais positiva.
5) Ignore os comentários negativos
Uma forma de levar a pessoa negativa é ignorando os comentários negativos. Se ele/ela caminhar para o remoinho da negatividade, ignore ou diga simplesmente “estou a ver” ou “Ok”. Por outro lado, quando ela for positiva responda com entusiasmo e assertividade. Se fizer isto muitas vezes ela/ele vão perceber que a positividade compensa, quando conversa consigo. Talvez consiga que se torne mais positiva no futuro.
6) Elogie as coisas positivas
As pessoas negativas não são apenas negativas para os outros. Elas são também negativas para si mesmas. Se você se sentir igualmente negativa(o) quando está com elas, imagine como elas se sentirão o tempo todo que estão consigo? Quais são as coisas em que a pessoa é eficaz? Quais as qualidades da pessoa? Reconheça os factos positivos e elogie-os. Ela pode ficar surpreendida no início e rejeitar o elogio, mas no intimo sentir-se-á positiva. Essa será a semente da positividade que foi semeada, talvez dê frutos a longo prazo.
7) Mantenha-se em grupos de 3 ou mais pessoas
Ter mais alguém na conversa faz maravilhas para aliviar a tensão. Numa conversa 1-1 toda a negatividade será dirigida a si. Com mais alguém na conversa, não tem de suportar toda a pressão da negatividade. Assim poderá focar-se mais em provocar o que se fala nos pontos 2 – criar empatia e 3 - ajudar a pessoa.
8) Seja responsável pela sua reacção
Se a pessoa é negativa ou não - você é o único que entende que a pessoa é negativa. Reconheça que, na verdade, a negatividade é o produto da sua percepção. Assuma a responsabilidade pelas suas percepções. Perante o carácter da pessoa, ou característica em análise, você pode interpretá-lo de forma positiva ou de forma negativa. Aprenda a ver a bondade nas pessoas e não a negatividade. Pode ser difícil ao principio, mas uma vez cultivada a habilidade, ela torna-se uma segunda pele.
9) Reduza o contacto/evite a pessoa
Se tudo o resto falhar, reduza o contacto ou evite a pessoa. Se for um bom amigo, deixe que tome consciência da gravidade do assunto e procure remediar onde for possível. Não é saudável gastar muito tempo com pessoas que nos esgotam. O seu tempo é precioso, por isso, utilize-o com pessoas que lhe tragam realidades positivas.
in http://www.lifehack.org

OS PROVINCIANOS

"O PROCESSO chamado 'Face Oculta' tem as suas raízes longínquas num fenómeno que podemos designar por 'deslumbramento'. 
Muitos dos envolvidos no caso, a começar por Armando Vara, são pessoas nascidas na Província que vieram para Lisboa, ascenderam a cargos políticos de relevo e se deslumbraram.
 Deslumbraram-se, para começar, com o poder em si próprio. Com o facto de mandarem, com os cargos que podiam distribuir pelos amigos, com a subserviência de muitos subordinados, com as mordomias, com os carros pretos de luxo, com os chauffeurs, com os salões, com os novos conhecimentos.
Deslumbraram-se, depois, com a cidade. Com a dimensão da cidade, com o luxo da cidade, com as luzes da cidade, com os divertimentos da cidade, com as mulheres da cidade.
ORA, para homens que até aí tinham vivido sempre na Província, que até aí tinham uma existência obscura, limitada, ligados às estruturas partidárias locais, este salto simultâneo para o poder político e para a cidade representou um cocktail explosivo.
As suas vidas mudaram por completo.
Para eles, tudo era novo - tudo era deslumbrante.
Era verdadeiramente um conto de fadas - só que aqui o príncipe encantado não era um jovem vestido de cetim mas o poder e aquilo que ele proporcionava.
Não é difícil perceber que quem viveu esse sonho se tenha deixado perturbar.
CURIOSAMENTE, várias pessoas ligadas a este processo 'Face Oculta' (e também ao 'caso Freeport') entraram na política pela mão de António Guterres, integrando os seus Governos.
Armando Vara começou por ser secretário de Estado da Administração Interna, José Sócrates foi secretário de Estado do Ambiente, José Penedos foi secretário de Estado da Defesa e da Energia, Rui Gonçalves foi secretário de Estado do Ambiente.
Todos eles tiveram um percurso idêntico.
E alguns, como Vara e Sócrates, pareciam irmãos siameses: Naturais de Trás-os-Montes, vieram para o poder em Lisboa, inscreveram-se na universidade, licenciaram-se, frequentaram mestrados.
Sentindo-se talvez estranhos na capital, procuraram o reconhecimento da instituição universitária como uma forma de afirmação pessoal e de legitimação do estatuto.
A QUESTÃO que agora se põe é a seguinte: por que razão estas pessoas apareceram todas na política ao mais alto nível pela mão de António Guterres?
A explicação pode estar na mudança de agulha que Guterres levou a cabo no Partido Socialista.
Guterres queria um PS menos ideológico, um PS mais pragmático, mais terra-a-terra.
Ora estes homens tinham essas qualidades: eram despachados, pragmáticos, activos, desenrascados.
E isso proporcionou-lhes uma ascensão constante nos meandros do poder.
Só que, a par dessas inegáveis qualidades, tinham também defeitos.
Alguns eram atrevidos em excesso.
E esse atrevimento foi potenciado pelo tal deslumbramento da cidade e pela ascensão meteórica.
QUANDO o PS perdeu o poder, estes homens ficaram momentaneamente desocupados.
Mas, quando o recuperaram, quiseram ocupá-lo a sério.
Montaram uma rede para tomar o Estado.
José Sócrates ficou no topo, como primeiro-ministro, Armando Vara tornou-se o homem forte do banco do Estado - a CGD -, com ligação directa ao primeiro-ministro, José Penedos tornou-se presidente da Rede Eléctrica Nacional, etc.
Ou seja, alguns secretários de Estado do tempo de Guterres, aqueles homens vindos da Província e deslumbrados com Lisboa, eram agora senhores do país.
MAS, para isso ser efectivo, perceberam que havia uma questão decisiva: o controlo da comunicação social.
Obstinaram-se, assim, nessa cruzada.
A RTP não constituía preocupação, pois sendo dependente do Governo nunca se portaria muito mal.
Os privados acabaram por ser as primeiras vítimas.
O Diário Económico, que estava fora de controlo e era consumido pelas elites, mudou de mãos e foi domesticado.
O SOL foi objecto de chantagem e de uma tentativa de estrangulamento através do BCP (liderado em boa parte por Armando Vara).
A TVI, depois de uma tentativa falhada de compra por parte da PT, foi objecto de uma 'OPA', que determinou a saída de José Eduardo Moniz e o afastamento dos ecrãs de Manuela Moura Guedes.
O director do Público foi atacado em público por Sócrates - e, apesar da tão propalada independência do patrão Belmiro de Azevedo, acabou por ser substituído.
A Controlinvest, de Joaquim Oliveira (que detém o JN, o DN, o 24 Horas, a TSF) está financeiramente dependente do BCP, que por sua vez depende do Governo.
SUCEDE que, na sua ascensão política, social e económica, no seu deslumbramento, algumas destas pessoas de quem temos vindo a falar foram deixando rabos-de-palha.
É quase inevitável que assim aconteça.
O caso da Universidade Independente, o Freeport, agora o 'Face Oculta', são exemplos disso - e exemplos importantes da rede de interesses que foi sendo montada para preservar o poder, obter financiamentos partidários e promover a ascensão social e o enriquecimento de alguns dos seus membros.
É isso que agora a Justiça está a tentar desmontar: essa rede de interesses criada por esse grupo em que se incluem vários "boys" de Guterres.
Consegui-lo-á?
Não deixa de ser triste, entretanto, ver como está a acabar esta história para alguns senhores que um dia se deslumbraram com a grande cidade.
Esta é a forma mais eloquente de definir um parolo provinciano com tiques de malandro, mas sempre de mão estendida, pior que os arrumadores que uma vez na vida se revelam minimamente úteis independentemente do ar miserável como se apresentam e se comportam quando não se lhes dá a famigerada moedinha."
in http://sol.sapo.pt/blogs/jas/archive/2009/11/20/Os-boys-de-Guterres.aspx 20 November 09 12:01 PM


onde se lê PS, pode muito bem ler-se PSD, PC, Bloco - pois todos eles lá querem chegar - onde estão nomeados alguns senhores bem conhecidos da nossa politica podem lá por-se outros, onde se lê provincia pode ler-se outra qualquer palavra como cidade, dormitório, arredores. pois o provincianismo e o deslumbramento estão em todo o lado e nós assistimos apenas a uma grande crise de valores, de ética, de educação que se perderam ao longo dos últimos anos.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A China do futuro e o resto do mundo! Eis um aviso para o futuro!

Agora, tudo o que compramos é made in China. Um determinado produto em que, no ocidente, se fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões... E a qualidade já é equivalente. A velocidade de reacção é impressionante. Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas... Com preços que são uma fracção dos praticados aqui.
Uma fábrica muda para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares. Um operário no ocidente ganha cerca de 300 dólares acrescidos de impostos e benefícios representando quase 600 dólares. Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios.... estamos perante uma escravatura amarela e nós estamos a alimentá-la.
Horas extraordinárias? Na China? Esqueça!!!
Um trabalhador por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que nada vai receber por isso... E por cá? Para onde foram os empregos na industria? E quem quer trabalhar por menos dinheiro?
Essa é a grande armadilha chinesa. Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia de poder. Os chineses estão a tirar proveito da atitude dos ocidentais, que preferem terciarizar a produção, ficando apenas com o que ela "agrega de valor": A marca. Dificilmente se adquire nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto "made in Estados Unidos". É tudo "made in China", com rótulo USA. As Empresas ganham rios de dinheiro comprando aos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares...Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço. Mesmo ao custo do encerramento das suas fábricas.
É o que se pode chamar "estratégia peçonhenta". Enquanto os ocidentais terciarizam as tácticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas tácticas para dominar no longo prazo. Enquanto as grandes potências do mercado ficam com as MARCAS, com os DESIGNES... Os chineses estão a ficar com a produção, assistindo e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais. Em breve, por exemplo, já não haverá fábricas de ténis ou de calçado no mundo ocidental. Só as haverá na China.
Então, num futuro próximo veremos os chineses aumentando os seus preços, produzindo um "choque da manufactura", como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Nessa altura será tarde de mais. E o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e que alimentou um enorme dragão e que dele ficou refém. Dragão que aumentará ainda mais os preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado pois quem manda é ele. É ele e apenas ele quem possui as fábricas, inventários e empregos. É ele quem vai regular os mercados . Iremos, nós e os nossos filhos, assistir a uma inversão das regras do jogo que terão o  impacto de uma bomba atómica... chinesa.
Nessa altura é que o mundo ocidental irá acordar, mas já será tarde. Nesse dia, os executivos  olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados, para as sucatas dos seus parques fabris desmontados, etc. E então lembrarão, com saudade, o tempo em que ganharam dinheiro comprando baratinho dos "escravos" chineses, vendendo caro aos seus conterrâneos. E então, entristecidos, abrirão suas "marmitas" e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, poderosas.
REFLITAM E COMEÇEM A COMPRAR - JÁ - PRODUTOS DE FABRICO NACIONAL, FOMENTANDO O EMPREGO DO SEU SEMELHANTE, DO SEU AMIGO, DO SEU VIZINHO E ATÉ MESMO O SEU...
Infelizmente, o preconizado neste texto irá acontecer no mundo ocidental. Em Portugal está a acontecer, e não vejo nem governantes, nem empresários, tomar medidas para evitar o inevitável. Quem trabalha(ou) na área comercial ou em marketing perceberá perfeitamente o alerta vindo deste texto.
Este texto é uma adaptação de um e-mail que recebi.