Agora, tudo o que compramos é made in China. Um determinado produto em que, no ocidente, se fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões... E a qualidade já é equivalente. A velocidade de reacção é impressionante. Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas... Com preços que são uma fracção dos praticados aqui.
Uma fábrica muda para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares. Um operário no ocidente ganha cerca de 300 dólares acrescidos de impostos e benefícios representando quase 600 dólares. Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios.... estamos perante uma escravatura amarela e nós estamos a alimentá-la.
Horas extraordinárias? Na China? Esqueça!!!
Um trabalhador por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que nada vai receber por isso... E por cá? Para onde foram os empregos na industria? E quem quer trabalhar por menos dinheiro?
Essa é a grande armadilha chinesa. Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia de poder. Os chineses estão a tirar proveito da atitude dos ocidentais, que preferem terciarizar a produção, ficando apenas com o que ela "agrega de valor": A marca. Dificilmente se adquire nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto "made in Estados Unidos". É tudo "made in China", com rótulo USA. As Empresas ganham rios de dinheiro comprando aos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares...Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço. Mesmo ao custo do encerramento das suas fábricas.
É o que se pode chamar "estratégia peçonhenta". Enquanto os ocidentais terciarizam as tácticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas tácticas para dominar no longo prazo. Enquanto as grandes potências do mercado ficam com as MARCAS, com os DESIGNES... Os chineses estão a ficar com a produção, assistindo e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais. Em breve, por exemplo, já não haverá fábricas de ténis ou de calçado no mundo ocidental. Só as haverá na China.
Então, num futuro próximo veremos os chineses aumentando os seus preços, produzindo um "choque da manufactura", como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Nessa altura será tarde de mais. E o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e que alimentou um enorme dragão e que dele ficou refém. Dragão que aumentará ainda mais os preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado pois quem manda é ele. É ele e apenas ele quem possui as fábricas, inventários e empregos. É ele quem vai regular os mercados . Iremos, nós e os nossos filhos, assistir a uma inversão das regras do jogo que terão o impacto de uma bomba atómica... chinesa.
Nessa altura é que o mundo ocidental irá acordar, mas já será tarde. Nesse dia, os executivos olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados, para as sucatas dos seus parques fabris desmontados, etc. E então lembrarão, com saudade, o tempo em que ganharam dinheiro comprando baratinho dos "escravos" chineses, vendendo caro aos seus conterrâneos. E então, entristecidos, abrirão suas "marmitas" e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, poderosas.
REFLITAM E COMEÇEM A COMPRAR - JÁ - PRODUTOS DE FABRICO NACIONAL, FOMENTANDO O EMPREGO DO SEU SEMELHANTE, DO SEU AMIGO, DO SEU VIZINHO E ATÉ MESMO O SEU...
Infelizmente, o preconizado neste texto irá acontecer no mundo ocidental. Em Portugal está a acontecer, e não vejo nem governantes, nem empresários, tomar medidas para evitar o inevitável. Quem trabalha(ou) na área comercial ou em marketing perceberá perfeitamente o alerta vindo deste texto.
Este texto é uma adaptação de um e-mail que recebi.