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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Oito passos para o Marketing de organizações sem fins lucrativos

Marketing é um conceito estranho para algumas organizações sem fins lucrativos. Mas é importante que estas organizações compreendam que marketing é muito mais do que vender ou obter um donativo. MARKETING É A SATISFAÇÃO DAS NECESSIDADES DO CLIENTE E DO DOADOR, mas por onde começar? Vamos ver oito passos que podem ajudar a fazer a diferença no bottom-line da sua organização:

1. Definição do grupo-alvo.
Definir o grupo-alvo é o primeiro passo para sabermos com quem queremos falar. Para isso vamos dividi-lo porque, como veremos, podemos atribuir-lhes funções diferentes e evidentemente serão alvo de comunicações diversas. Procure em organizações similares, mas podemos considerar por um lado os indivíduos ou organizações que serão alvo dos nossos produtos/serviços; e por outro os indivíduos ou organizações que serão os nossos doadores. É possível em algumas situações definir o estado como grupo-alvo, nos casos em que ele tutela a nossa actividade ou de alguma forma exerce poder sobre a nossa organização e que obviamente deverá ser alvo de uma comunicação direccionada.

2. Definição dos resultados que pretende alcançar com os esforços em marketing.
Em qualquer negócio é este o pilar, a roda que faz mover as engrenagens, é por isso que na nossa organização ele não deve ser descurado. É fundamental que todos saibam para onde queremos ir, de modo a sabermos quando chegarmos lá. Um barco á deriva, ao sabor do vento, dificilmente chegará a bom porto. Por isso defina, com base em indicadores, quais os resultados que pretende atingir. E não esqueça que vai necessitar de os medir, para saber se já chegou ou se está muito longe, por isso defina objectivos mensuráveis e não apenas qualitativos.

3. Definição dos materiais de marketing.
Na posse da informação referida nos pontos 1 e 2 está na altura de desenvolver brochuras e materiais de marketing que descrevam os benefícios, serviços, oportunidades para doar, os valores e a história da sua organização. Não esqueça que deve contratar uma equipa de profissionais pois só eles sabem como atingir os objectivos que traçou, tal como só nós sabemos porque é fundamental a existência da nossa organização e como prestar um bom serviço aos beneficiários. Encare esta parceria como um investimento que vai trazer retorno e coloque essa premissa no acordo que efectuar.

4. Desenvolva uma estratégia de relações públicas.
Garanta a utilização dos mesmos meios que outras organizações similares á sua utilizam. Nos dias que correm uma boa estratégia de relações públicas é fundamental para dar visibilidade à organização. No entanto tenha atenção que o tipo de visibilidade deve estar de acordo com o tipo de organização, caso contrário corre o risco de não conseguir visibilidade, ou de a visibilidade trazer mais dores de cabeça que benefícios.
Tenha em atenção o que se disse no ponto 3; contrate uma equipa de profissionais

5. Desenvolva e mantenha uma presença profissional na internet, criando um sitio na internet.
Pode utilizar esta ferramenta para disponibilizar informação útil, notícias, newsletters periódicas, eventos, criar uma comunidade virtual, partilhar alternativas ás doações monetárias e relatar casos de sucesso que beneficiem a organização.
Mais uma vez tenha em atenção o que se disse no ponto 3; contrate uma equipa de profissionais


6. Pesquise e mantenha uma base de dados.
Uma base de dados actualizada de clientes/beneficiários e/ou de potenciais doadores é uma ferramenta muito útil para que a estratégia de marketing atinja os objectivos, uma vez que a sua comunicação não tem que ser obrigatoriamente uma comunicação de massas. Não desperdice estes recursos. Use-os para mailings especiais, chamadas de acompanhamento, convites para eventos, alianças de desenvolvimento, pesquisa de perfil e segmentação de marketing.

7. Mostre e publicite os resultados e objectivos que a organização vai atingindo.
Se considerar eficaz faça estudos de caso e mostre o que está a produzir benefícios, quais as actividades e projectos que obtêm melhores resultados. Para isso a organização tem que ter um sistema de recolha de informação que pode ser muito simples, ou muito exigente, tudo depende dos objectivos e dos recursos disponíveis. Comece por uma recolha de dados simples e faça um estudo de caso, para depois ir caminhando no sentido de incluir cada vez mais informação e tornar esta ferramenta essencial na condução da sua actividade.

8. Procure alianças com outras organizações.
Comércio local, governo, meios comunicação social e empresas. Lembre-se que quem está mais próximo de si, do outro lado da rua, poderá ajudá-lo mais facilmente do que quem está do outro lado do mundo. Este passo pode ser responsável pelos maiores benefícios para organizações sem fins lucrativos.

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