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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Empresas ajudam organizações a serem eficazes no Marketing de Causas

O sector solidário caminha a passos largos para a profissionalização. A expansão deste mercado criou oportunidades para o surgimento de empresas de consultoria vocacionadas para ajudar as organizações a serem eficazes nas causas que promovem.
O terceiro sector, como é normalmente designado o sector não lucrativo, engloba uma multiplicidade de iniciativas privadas de utilidade pública que podem assumir várias formas: associações, fundações, instituições de desenvolvimento local, misericórdias, museus, organizações não-governamentais (ONG), mutualistas e cooperativas.
Em Portugal existem cerca de 25 mil entidades deste género, um mercado suficientemente atractivo para impulsionar o surgimento de empresas dirigidas a este sector.
Os serviços de consultoria tiveram origem nas próprias organizações, como forma de angariação de fundos, mas a crescente dimensão do mercado tornou-se também atractiva para as empresas, refere Cláudia Pedra, sócia-gerente da Stone-Soup Consulting.
"O terceiro sector tem um potencial enorme que não é valorizado. Às vezes basta introduzir pequenas mudanças na estrutura organizativa ou na gestão para desenvolver este potencial", realça.
A responsável da Stone-Soup sublinha que "o terceiro sector tem grande capacidade de motivação da sociedade civil", mas nem sempre as organizações sabem fazer passar a mensagem.
"Se as pessoas não ouvem falar destas organizações, se não conhecem os resultados que obtêm, não há envolvimento. Logo, têm menos voluntários, chegam a menos pessoas, as campanhas não obtêm bons resultados", resume.
Fortalecer a política de comunicação de resultados e a gestão financeira e uma melhor aplicação de recursos são algumas das soluções.
O serviço que a Stone-Soup presta é personalizado e destina-se a capacitar os clientes para desenvolverem os seus projectos, explica Cláudia Pedra.
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Um estudo da Universidade Católica Portuguesa e da Johns Hopkins University sobre o sector não lucrativo português, realizado em 2005, indicava que este representa uma "força económica significativa", com despesas que ascendiam a 4,2 por cento do PIB em 2002 (5,4 mil milhões de euros).
Cerca de metade dos fundos destas organizações (48 por cento) correspondia a receitas próprias (quotizações e vendas), seguindo-se o apoio público (40 por cento) e a filantropia (12 por cento).
O terceiro sector empregava, nessa altura, 4 por cento da população económica activa - cerca de 230 mil trabalhadores, dois terços dos quais remunerados e os restantes em regime de voluntariado.
RCR. Lusa/fim, in Jornal Briefing

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